quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A PALAVRAR

Palavras
Simples palavras…
Palavras aparecidas
Palavras indefinidas
Palavras
Quaisquer palavras…
Palavras interessantes
Palavras electrizantes
Palavras
Outras palavras…
Palavras desajustadas
Palavras recuperadas
Palavras
Enfim... Palavras…
Palavras inconsistentes
Palavras inexistentes
Palavras
Simples palavras…
Quaisquer palavras…
Outras palavras…
Enfim… Palavras…

Alex M

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

HORIZONTE RACIONAL

Observando a neve branca…
A cair, como em segredo…
Envolta no indefinido…
Deste vale que se despe…
No murmúrio de um destino…
Onde se escuta um lamento…
Que se prende ao ilusório…
Qual palpite equidistante…
Pelas linhas do comboio…

Alex M

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

SEDUÇÃO

Encontrei na alma
O sabor da cor…
O cheiro da vida…
E do teu esplendor!
Sussurrei baixinho
Na voz do teu ser…
Fiz desse sorriso…
Um mar de saber!
E nos olhos teus
Descobri o som…
Percorri o sonho…
Sem mudar de tom!
Saltei por vielas
Do teu acordar…
E perdi-me nelas…
No teu despertar!
Sentado no corpo
Da tua emoção…
Descobri um mundo…
Na palma da mão…

Alex M

domingo, 18 de dezembro de 2011

CIRCUNSTÂNCIAS


Estou suspenso
Qual ilusão de um olhar
Ou janela entreaberta…
Num desejo
Súbito encantamento…
Ao qual me ofereci…
Em que adormeço
A razão deste sonhar…
Deste movimento…
Onde te procuro!
E cultivo na tua essência…
As memórias apagadas…
Dos lugares onde não vivo…
E as razões que desconheço!

Alex M

sábado, 19 de novembro de 2011

PAIRAR…

Perguntei-te
Onde me encontrar…
Neste refúgio
Onde o que procuro
Por caminhos já esquecidos
Se despede dos domínios da minha existência…
Ao meu lado
O sol reflectiu na tua alma
Quando me olhaste e nada disseste…
Li nos teus olhos
A vontade de me abraçar
Ali tão perto…
Enquanto miravas a linha do horizonte
Como quem está prestes a levantar voo…
Momentaneamente
A minha dúvida
Como que esquecida…
Suprimiu-se
Desvaneceu-se
Na vontade de te acompanhar…

Alex M

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

FAINA NAZARENA

Redes no ar…
Vozes à proa
Remos ao mar…
Que a noite ecoa!
Homens vividos!
Rostos cansados!
Braços rendidos!
Rumos traçados!
E horas a fio…
De eterna fé…
Num desafio…
Contra a maré!
De mãos no peito…
Cabeça erguida…
Olhar suspeito…
E amor à vida…
Esperam na areia…
Os negros vultos…
De quem receia…
Novos tumultos!

Alex M

domingo, 13 de novembro de 2011

DEPRIMENTE!

Caos aparente!
Fulgor ausente…
Que se pressente…
Evidentemente!
Tudo é diferente!
Incoerente!
E um povo ciente…
Eminentemente…
Que dificilmente
Quase arduamente…
Ou estupidamente…
Há quem se sustente!
E se alimente…
Neste presente…
Agora existente!
E de repente…
Estou ciente…
Da dor presente…
Do que se sente…
Nos olhos da gente!

Alex M