A madrugada…
Estende-se à vista…
Cantam os pássaros…
Nova conquista…
Vai-se o orvalho…
Vestem-se as flores…
Árvores dançam…
Por entre as cores…
São os aromas…
Do amanhecer…
Imensas formas…
De um renascer…
E despem-se nuvens…
Encanta-se o vento…
Cobrem-se campos…
Deste alimento…
Ao sol que brilha…
Estendem-se os braços…
E em sintonia…
Quentes abraços…
E num segundo…
Se encontra a esperança…
E…
O sorrir é meia vida!
No olhar de uma criança…
Alex M
E se envolvem movimentos... E abraçam recordações... Que definem sentimentos... E outras contradições...
sexta-feira, 24 de junho de 2011
POR MIM ADENTRO
Sempre me senti diferente... Sempre acreditei! Assim sendo…
Senti que este Mundo… Que tanto, tanto, TANTO!!!!
Desejei ardentemente que fosse... Não era Meu!
Poderia ser…Poderá ser… Mas…
Acho que me fui enganando no chão que pisava...
Tentando ser o que não podia… Oferecendo as vontades…!
E no entanto… Faltou sempre qualquer coisa! Talvez de mim…
Não sei…!
O Meu Mundo… Não era o mesmo!
Eu era um estranho no meio de algo... Porque a minha visão das coisas, é… E sempre foi… Diferente!
Por cada palavra que dizia… Ouvia!
Por vezes exageradamente!
Como se essa voz guiasse um rio na sua marcha incessante!
Que corre sem que nada o faça parar… Atravessando o que quer que seja! E me levasse consigo na sua ondulação furtiva…
Como se eu nada fosse!
E calei-me... Cansei-me…
Senti-me um ser erróneo e incompreendido... Uma alma que flutuava...
Não sendo… Nem tendo necessariamente que o ser!
Isolado! Fechado! Numa mão que se mantém sempre aberta...
Esticada! E assim continua… Mas em segredo.
As portas que se me fecham... Só eu as abro sozinho... Mas faltam-me as forças! E no entanto…
A culpa… Também não deixa de me pertencer… Nem morre abandonada por mim! Sem dúvida!
E no meio de tanta história... Isto… É o que vai continuar a ser o filme da minha vida.!
Um Amor... Perdido no meio de nenhures… Mas que pode ser apenas… Depender apenas…
De um sorriso que é meia vida!
Meu…?
Quem sabe…?
Alex M
MENÇÃO HONROSA Categoria C - Prosa
http://zambezianachuabo.blogspot.com/
P.S. - Aqui deixo o meu agradecimento tanto pela iniciativa como por esta atribuição.
Até uma próxima!
Senti que este Mundo… Que tanto, tanto, TANTO!!!!
Desejei ardentemente que fosse... Não era Meu!
Poderia ser…Poderá ser… Mas…
Acho que me fui enganando no chão que pisava...
Tentando ser o que não podia… Oferecendo as vontades…!
E no entanto… Faltou sempre qualquer coisa! Talvez de mim…
Não sei…!
O Meu Mundo… Não era o mesmo!
Eu era um estranho no meio de algo... Porque a minha visão das coisas, é… E sempre foi… Diferente!
Por cada palavra que dizia… Ouvia!
Por vezes exageradamente!
Como se essa voz guiasse um rio na sua marcha incessante!
Que corre sem que nada o faça parar… Atravessando o que quer que seja! E me levasse consigo na sua ondulação furtiva…
Como se eu nada fosse!
E calei-me... Cansei-me…
Senti-me um ser erróneo e incompreendido... Uma alma que flutuava...
Não sendo… Nem tendo necessariamente que o ser!
Isolado! Fechado! Numa mão que se mantém sempre aberta...
Esticada! E assim continua… Mas em segredo.
As portas que se me fecham... Só eu as abro sozinho... Mas faltam-me as forças! E no entanto…
A culpa… Também não deixa de me pertencer… Nem morre abandonada por mim! Sem dúvida!
E no meio de tanta história... Isto… É o que vai continuar a ser o filme da minha vida.!
Um Amor... Perdido no meio de nenhures… Mas que pode ser apenas… Depender apenas…
De um sorriso que é meia vida!
Meu…?
Quem sabe…?
Alex M
MENÇÃO HONROSA Categoria C - Prosa
http://zambezianachuabo.blogspot.com/
P.S. - Aqui deixo o meu agradecimento tanto pela iniciativa como por esta atribuição.
Até uma próxima!
domingo, 29 de maio de 2011
DESAFOGO
Apetece-me gritar!
Soltar a sombra de mim...
Invocar os sonhos que perdi.
Ah!!!!
Rasgar da pele a carne que já não sangra!
Perder-me no fundo da alma...
Entre os calores do fim da mente!
Desencontrar-me do meu sentido...
Nos pedaços do meu existir.
Para dos meus ossos desenterrar...
O esquecer-me de me encontrar!
Alex M
Soltar a sombra de mim...
Invocar os sonhos que perdi.
Ah!!!!
Rasgar da pele a carne que já não sangra!
Perder-me no fundo da alma...
Entre os calores do fim da mente!
Desencontrar-me do meu sentido...
Nos pedaços do meu existir.
Para dos meus ossos desenterrar...
O esquecer-me de me encontrar!
Alex M
SENSIBILIDADE
Amo-te...
E...
Perco-te...
E...
Amo-te...
Para de novo me perder...
No amar-te...
Perdidamente...
Alex M
E...
Perco-te...
E...
Amo-te...
Para de novo me perder...
No amar-te...
Perdidamente...
Alex M
quarta-feira, 20 de abril de 2011
ANJO DA DOCE DESPEDIDA
Digo-te adeus…
Como se balas me penetrassem
Por todo o corpo…
Como se o sangue
Que me invade
Se transformasse na espada
Que me trespassa a garganta…
Abandono-me de Ti…
Perco-me na alma
Que me enfraquece o corpo…
Ando à deriva
De uma mente
Que nunca me pertenceu…
Afugento de mim
Os pássaros
Que na madrugada da tua existência
Trouxeram até mim
A leveza de te sentir…
Desvaneço-me por entre lutas
Que guerras de outrora
Não souberam pacificar…
E chove lá fora…
Mas como pode chover lá fora
Se é dos meus olhos
Que vem toda esta corrente!
Digo-te adeus…
Abandono-me de Ti…
Afugento de mim os pássaros…
Alex M
Como se balas me penetrassem
Por todo o corpo…
Como se o sangue
Que me invade
Se transformasse na espada
Que me trespassa a garganta…
Abandono-me de Ti…
Perco-me na alma
Que me enfraquece o corpo…
Ando à deriva
De uma mente
Que nunca me pertenceu…
Afugento de mim
Os pássaros
Que na madrugada da tua existência
Trouxeram até mim
A leveza de te sentir…
Desvaneço-me por entre lutas
Que guerras de outrora
Não souberam pacificar…
E chove lá fora…
Mas como pode chover lá fora
Se é dos meus olhos
Que vem toda esta corrente!
Digo-te adeus…
Abandono-me de Ti…
Afugento de mim os pássaros…
Alex M
quarta-feira, 6 de abril de 2011
A MENTIRA
Sorrateiramente...
Vai pé ante pé...
Como se fosse a gente...
Que a gente não é...
Vai de porta em porta...
Feita uma mensagem...
Sem qualquer comporta...
Que impeça a viagem...
Vem de qualquer lado...
Vai para onde quer...
Passo acelerado...
Chega a quem quiser...
Ou de boca em boca...
Até mais além...
Faz-se orelha mouca...
Só quando convém...
Desbrava caminho...
De qualquer maneira...
Bem devagarinho...
Por entre a poeira...
No fio da navalha...
E na sua ilusão...
À verdade em falha...
Se chama razão!
Alex M
Vai pé ante pé...
Como se fosse a gente...
Que a gente não é...
Vai de porta em porta...
Feita uma mensagem...
Sem qualquer comporta...
Que impeça a viagem...
Vem de qualquer lado...
Vai para onde quer...
Passo acelerado...
Chega a quem quiser...
Ou de boca em boca...
Até mais além...
Faz-se orelha mouca...
Só quando convém...
Desbrava caminho...
De qualquer maneira...
Bem devagarinho...
Por entre a poeira...
No fio da navalha...
E na sua ilusão...
À verdade em falha...
Se chama razão!
Alex M
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