domingo, 10 de julho de 2011

DESPERTAR

Adormeci os sentidos...
Na calma desta manhã...
Vi sonhos indefinidos…
Caminhos ditos perdidos…
Feitos de esperança vã…
Passos dados a preceito…
Por sombras do existir…
Num destino que rejeito…
Escondido no meu peito…
Feito para me iludir…
E andei ao teu redor…
Na vontade de chegar…
A uma força maior…
Escondida no esplendor…
Onde me quero encontrar…
Busquei o saber de ti…
Na ilusão do querer…
Mas não me apercebi…
Que aquilo que perdi…
Não me deixa esquecer…

Alex M

4 comentários:

acácia rubra disse...

Um 'despertar' amargo, como temos todos os dias, quando a realidade se impõe.

Beijo

Alex M disse...

É quase um daqueles casos em que por costume se diz:

"...Há dias de manhã que nem de tarde se deve sair à noite nem voltar de madrugada..."

Beijo

Graça Pereira disse...

Meu Amigo
Gostei deste poema com o qual me identifico tanto... " mas não me apercebi/ Que aquilo que perdi/ Não me deixa esquecer/"
E dói, dói mesmo!
Espero que cx do correio hoje te tenha feito uma suspresa...simples, mas de todo o coração!
Beijo amigo.
Graça

elvira carvalho disse...

Gosto imenso de poesia, e sempre tenho dificuldade em comentar. Tenho para mim que um bom poema nos faz sentir a alma de quem o escreve. E sentimentos não se comentam.
Gostei deste despertar, ainda que ele não tenha sido muito feliz. Mas o que é a vida senão isso mesmo.
Vou voltar. Fiquei com vontade de ler mais.
Um abraço e bom fim de semana